Por que o fascismo é nocivo a democracia?

Desde que Benito Mussolini idealizou o fascismo, fundando o Partido Nacional Fascista, em 1919, na Itália, esta pergunta tem sido feita. Como um partido político pode ser nocivo a democracia?
Se pararmos para pensar, é um paradoxo existir um partido político que, em sua ideologia, apregoa o fim das liberdades democráticas. O mais curioso é que o fascismo, apesar de questionar e pregar o fim da democracia, depende da democracia para existir. 
Como assim, você deve estar se perguntando. Na democracia se permite o debate entre os opostos. Portanto, somente neste regime adotado, se permite a formação de partidos políticos. E Mussolini, que não era um simplório, sabia disso. 
Mussolini foi um dos mais eloquentes membros do Partido Comunista Italiano nas décadas de 1900 e 1910. Mas, por conta da postura adotada pelo Partido Comunista de apoiar as decisões do governo italiano em se manter neutro na Primeira Guerra Mundial (neutralidade que não se confirmou ao longo do conflito), rompeu com o Partido, desenvolvendo, a partir daí, um forte sentimento de anti-comunismo. 
A ideologia fascista, no entanto, não tem como característica apenas o anti-comunismo. Esta ideologia também condenava os princípios do liberalismo democrático, considerado nocivo ao princípio nacionalista, base do pensamento fascista. Em 1922, através de um golpe de Estado, Mussolini assumiu o controle da Itália, estabelecendo uma ditadura militarista. A partir daí, diversos outros simpatizantes do fascismo em vários países se fizeram presentes. Adolf Hitler era um deles, por exemplo. O restante, acredito eu, todos conhecem: Segunda Guerra Mundial.
Com o final da Segunda Guerra Mundial, os fascismos foram destituídos do poder. Mas a ideologia permanece. Não se mata uma ideia. Ela permanece! E, devemos lembrar, que diversos seguidores do fascismo, nazismo e similares, fugiram ao final da Segunda Guerra, auxiliando na perpetuação da ideia. 
Atualmente, o que percebemos, é um retorno destas ideologias de extrema-direita em diversos países. Brasil, Ucrânia, Hungria, entre outros, os extremistas de direita chegaram ao poder. E os discursos de ódio e contra as instituições democráticas, disfarçados pela ótica nacionalista, de amor a família, de religiosidade extremista, estão aí para aqueles que se recusam a aceitar. Geralmente acusando aos partidos de esquerda como os inimigos da nação. 
Não podemos, de novo, cometer os mesmos erros, apoiando a fascistas!

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